domingo, 10 de abril de 2011
Vamos desenvolver a inteligência
Estou lendo o livro Código da inteligência de A. Cury, onde possui trechos que destacam o momento atual, com o que aconteceu no massacre do RJ, possui este, que diz: "Porque as sociedades modernas estão se tornando uma indústria de pessoas doentes? Porque o sistema educacional está doente. Quanto pior a qualidade de educação, mais importante será o papel da psiquiatria e da psicologia clinica neste século."(citado do livro O vendedor de sonhos.)
sexta-feira, 25 de março de 2011
Trabalho de Adaptação ao Meio Aquático para Idosos
Artigo apresenta um programa de ensino, elaborado especificamente para este estudo, com quatro sessões, visando o aprendizado de habilidades que garantam independência motora durante a imersão, isto é, adaptação no meio aquático, para pessoas idosas.
Este programa é a primeira parte de uma intervenção hidroterapêutica planejada para ganho de força e mobilidade em idosos com idade entre 65 e 70 anos. A adaptação ao meio aquático é pré-requisito para o desenvolvimento desta intervenção, devido ao receio apresentado para a realização de atividades em meio aquático, comum nesta população, quando iniciam atividades de hidroterapia. O aprendizado de habilidades motoras no ambiente aquático deve proporcionar aos idosos independência do suporte físico do fisioterapeuta e aprendizagem das atividades motoras propostas de forma eficiente (principalmente durante atividades de deslocamento na água, mudança de direção e que exijam velocidade do corpo ou dos segmentos corporais). Foram sujeitos deste estudo 18 idosos. Avaliou-se o desempenho na realização de dez atividades motoras treinadas com base em um roteiro previamente elaborado e pesquisou-se também a pressão arterial e a freqüência cardíaca, como indicadores do estresse provocado pela realização de atividades na água. A avaliação foi realizada pela pesquisadora e por um observador independente, com concordância de 92% entre ambos. Encontrou-se que, o grupo apresentou 89,7% do aproveitamento esperado, na realização das atividades motoras propostas ao final do programa, associado com diminuição da pressão arterial da primeira para a quarta sessão. Concluiu-se que o programa de ensino de adaptação ao meio aquático proposto foi suficiente para produzir alterações nas repostas motoras dos participantes que apresentaram independência no meio aquático e, para estabilizar os níveis de pressão arterial e freqüência cardíaca que se mostraram elevados no início do programa, estando este aumento provavelmente associado à ansiedade e à insegurança física. Propõem-se pequenas adaptações ao programa com a finalidade de que os participantes atinjam 100% do aproveitamento esperado. escrito por:Juliana Monteiro fonte:http://www.chacaraklabin.com.br/colunas/colunas.asp?n_colunista=19&coluna=18
Este programa é a primeira parte de uma intervenção hidroterapêutica planejada para ganho de força e mobilidade em idosos com idade entre 65 e 70 anos. A adaptação ao meio aquático é pré-requisito para o desenvolvimento desta intervenção, devido ao receio apresentado para a realização de atividades em meio aquático, comum nesta população, quando iniciam atividades de hidroterapia. O aprendizado de habilidades motoras no ambiente aquático deve proporcionar aos idosos independência do suporte físico do fisioterapeuta e aprendizagem das atividades motoras propostas de forma eficiente (principalmente durante atividades de deslocamento na água, mudança de direção e que exijam velocidade do corpo ou dos segmentos corporais). Foram sujeitos deste estudo 18 idosos. Avaliou-se o desempenho na realização de dez atividades motoras treinadas com base em um roteiro previamente elaborado e pesquisou-se também a pressão arterial e a freqüência cardíaca, como indicadores do estresse provocado pela realização de atividades na água. A avaliação foi realizada pela pesquisadora e por um observador independente, com concordância de 92% entre ambos. Encontrou-se que, o grupo apresentou 89,7% do aproveitamento esperado, na realização das atividades motoras propostas ao final do programa, associado com diminuição da pressão arterial da primeira para a quarta sessão. Concluiu-se que o programa de ensino de adaptação ao meio aquático proposto foi suficiente para produzir alterações nas repostas motoras dos participantes que apresentaram independência no meio aquático e, para estabilizar os níveis de pressão arterial e freqüência cardíaca que se mostraram elevados no início do programa, estando este aumento provavelmente associado à ansiedade e à insegurança física. Propõem-se pequenas adaptações ao programa com a finalidade de que os participantes atinjam 100% do aproveitamento esperado. escrito por:Juliana Monteiro fonte:http://www.chacaraklabin.com.br/colunas/colunas.asp?n_colunista=19&coluna=18
Síndrome de Prader-Willi
A síndrome de Prader-Willi é uma doença genética que afeta o desenvolvimento da criança, resultando em obesidade, estatura reduzida e baixo tônus muscular (hipotonia). Os portadores apresentam dificuldades de aprendizagem e problemas comportamentais, entre eles depressão, episódios de violência, mudanças repentinas de humor, impulsividade, agitação e obsessões por determinadas idéias ou atividades. Descrito pela primeira vez em 1956, o distúrbio é considerado hoje a principal causa de obesidade com origem genética.
Características clínicas
Durante o período neonatal e a primeira infância, a enfermidade caracteriza-se por diferentes graus de hipotonia. Bebês com a síndrome de Prader-Willi apresentam baixo índice de vitalidade (freqüência cardíaca baixa, respiração fraca ou irregular, movimentos lentos etc), dificuldade de sugar, baixa temperatura corporal (hipotermia) e choro fraco. Além disso, são pouco ativos e dormem a maior parte do tempo. Uma vez diagnosticada a doença, a criança pode ser alimentada por meio de sonda gástrica durante vários meses, até que seu controle muscular melhore.
O enfraquecimento do tônus muscular, entretanto, não é progressivo e começa a estabilizar-se por volta dos 8 aos 11 meses de idade. A criança fica mais alerta, seu apetite aumenta e ela ganha peso. A obesidade surge, aproximadamente, entre 1 e 6 anos de idade, o que pode representar um marco para o início da segunda fase da doença.
Nesta etapa, o portador da síndrome de Prader-Willi apresenta atraso no desenvolvimento neuromotor (demora para começar a sentar, engatinhar e caminhar), dificuldade na articulação de palavras, problemas de aprendizagem, constante sensação de fome e interesse por comida (hiperfagia), obesidade, inatividade e diminuição da sensibilidade à dor. As características físicas são baixa estatura, mãos e pés pequenos, pele mais clara que os pais, boca pequena com o lábio superior fino e inclinado para baixo nos cantos da boca, fronte estreita, olhos amendoados e estrabismo.
Algumas crianças de 3 a 5 anos podem desenvolver problemas de personalidade, como depressão, violência, alterações repentinas de humor, pouca interação com outras pessoas, imaturidade, comportamento social impróprio, irritabilidade, teimosia, hábito de mentir, desobediência ou falta de cooperação, impulsividade, agitação, choro sem razão, rejeição à mudanças na rotina e obsessão por alguma idéia ou atividade. Por outro lado, costumam apresentam grande habilidade para montar quebra-cabeças.
Incidência e causas
A incidência da síndrome de Prader-Willi é de aproximadamente um caso em cada 10 mil a 30 mil nascimentos. A doença é geralmente esporádica: poucos são os casos relatados de ocorrência entre membros da mesma família. Entretanto, é importante investigar o mecanismo genético que originou a síndrome, já que o risco de recorrência do distúrbio varia de 1% a 50%.
A doença tem origem genética. Da mesma forma que na síndrome de Angelman, os portadores apresentam ausência de determinada região do cromossomo 15. Na síndrome de Prader-Willi, porém, a parte ausente é de origem paterna, e não materna, como ocorre na de Angelman. Como resultado, o indivíduo não apresenta a expressão de uma informação genética transmitida pelo pai.
O diagnóstico é feito por meio do teste genético, capaz de identificar a ausência da contribuição paterna no cromossomo 15. As técnicas atuais permitem detectar 99% dos casos. Estudos mostram que essa avaliação é bastante eficaz para o diagnóstico precoce em recém-nascidos com hipotonia. Além disso, o exame é útil para diferenciar a síndrome de outras doenças em que crianças e adolescentes apresentam retardo mental e obesidade.
Diagnóstico precoce
É importante detectar o distúrbio precocemente, para que os pais tenham a oportunidade de oferecer às crianças dietas apropriadas e estimular nelas hábitos adequados de alimentação e atividade física. Dessa forma, é possível evitar problemas relacionados à obesidade, como diabetes, hipertensão e dificuldades respiratórias, que são as principais causas de morte dos portadores da síndrome na adolescência. Além disso, o diagnóstico precoce permite que a criança tenha acesso antecipado à ajuda de profissionais, como pedagogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.
Na adolescência, o cuidado com a alimentação pode fugir ao controle da família. Os pacientes costumam usar sua perspicácia para conseguir comida e tornam-se agressivos quando o alimento lhes é negado. O portador e seus familiares precisam de suporte psicológico, que deve ser iniciado na infância e continuar até a vida adulta do indivíduo. Nesta fase, o maior problema passa a ser o controle de peso e de comportamento do paciente, que pode apresentar períodos de irritabilidade e até surtos psicóticos.
Geralmente, a identificação da síndrome ocorre somente após a manifestação da obesidade. Para que possa ser oferecida uma melhor qualidade de vida aos portadores, sugere-se que o teste genético seja requisitado em recém-nascidos e lactentes com hipotonia e dificuldade de sucção e algumas das características referentes à aparência física (fenotípicas) do distúrbio. Dessa maneira, pode-se conseguir o diagnóstico precoce e evitar métodos de investigação clínica mais invasivos e de difícil interpretação, como a eletroneuromiografia e a biópsia muscular.
Além disso, muitos efeitos indesejáveis dos sintomas da doença podem ser amenizados com o diagnóstico correto, que proporciona a chance de intervenções terapêuticas e educacionais. O conhecimento da família sobre a síndrome permite a busca de um espaço inclusivo, seguro, assistido e estimulador para o paciente se desenvolver e de um acompanhamento de saúde e educação adequados.
Cintia Fridman é docente no Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho na FMUSP e colaboradora no Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP (LIM-27).
Contato: cintiafridman@yahoo.com.br
Fonte:http://www.neurociencias.org.br/pt/538/sindrome-de-prader-willi/
Características clínicas
Durante o período neonatal e a primeira infância, a enfermidade caracteriza-se por diferentes graus de hipotonia. Bebês com a síndrome de Prader-Willi apresentam baixo índice de vitalidade (freqüência cardíaca baixa, respiração fraca ou irregular, movimentos lentos etc), dificuldade de sugar, baixa temperatura corporal (hipotermia) e choro fraco. Além disso, são pouco ativos e dormem a maior parte do tempo. Uma vez diagnosticada a doença, a criança pode ser alimentada por meio de sonda gástrica durante vários meses, até que seu controle muscular melhore.
O enfraquecimento do tônus muscular, entretanto, não é progressivo e começa a estabilizar-se por volta dos 8 aos 11 meses de idade. A criança fica mais alerta, seu apetite aumenta e ela ganha peso. A obesidade surge, aproximadamente, entre 1 e 6 anos de idade, o que pode representar um marco para o início da segunda fase da doença.
Nesta etapa, o portador da síndrome de Prader-Willi apresenta atraso no desenvolvimento neuromotor (demora para começar a sentar, engatinhar e caminhar), dificuldade na articulação de palavras, problemas de aprendizagem, constante sensação de fome e interesse por comida (hiperfagia), obesidade, inatividade e diminuição da sensibilidade à dor. As características físicas são baixa estatura, mãos e pés pequenos, pele mais clara que os pais, boca pequena com o lábio superior fino e inclinado para baixo nos cantos da boca, fronte estreita, olhos amendoados e estrabismo.
Algumas crianças de 3 a 5 anos podem desenvolver problemas de personalidade, como depressão, violência, alterações repentinas de humor, pouca interação com outras pessoas, imaturidade, comportamento social impróprio, irritabilidade, teimosia, hábito de mentir, desobediência ou falta de cooperação, impulsividade, agitação, choro sem razão, rejeição à mudanças na rotina e obsessão por alguma idéia ou atividade. Por outro lado, costumam apresentam grande habilidade para montar quebra-cabeças.
Incidência e causas
A incidência da síndrome de Prader-Willi é de aproximadamente um caso em cada 10 mil a 30 mil nascimentos. A doença é geralmente esporádica: poucos são os casos relatados de ocorrência entre membros da mesma família. Entretanto, é importante investigar o mecanismo genético que originou a síndrome, já que o risco de recorrência do distúrbio varia de 1% a 50%.
A doença tem origem genética. Da mesma forma que na síndrome de Angelman, os portadores apresentam ausência de determinada região do cromossomo 15. Na síndrome de Prader-Willi, porém, a parte ausente é de origem paterna, e não materna, como ocorre na de Angelman. Como resultado, o indivíduo não apresenta a expressão de uma informação genética transmitida pelo pai.
O diagnóstico é feito por meio do teste genético, capaz de identificar a ausência da contribuição paterna no cromossomo 15. As técnicas atuais permitem detectar 99% dos casos. Estudos mostram que essa avaliação é bastante eficaz para o diagnóstico precoce em recém-nascidos com hipotonia. Além disso, o exame é útil para diferenciar a síndrome de outras doenças em que crianças e adolescentes apresentam retardo mental e obesidade.
Diagnóstico precoce
É importante detectar o distúrbio precocemente, para que os pais tenham a oportunidade de oferecer às crianças dietas apropriadas e estimular nelas hábitos adequados de alimentação e atividade física. Dessa forma, é possível evitar problemas relacionados à obesidade, como diabetes, hipertensão e dificuldades respiratórias, que são as principais causas de morte dos portadores da síndrome na adolescência. Além disso, o diagnóstico precoce permite que a criança tenha acesso antecipado à ajuda de profissionais, como pedagogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.
Na adolescência, o cuidado com a alimentação pode fugir ao controle da família. Os pacientes costumam usar sua perspicácia para conseguir comida e tornam-se agressivos quando o alimento lhes é negado. O portador e seus familiares precisam de suporte psicológico, que deve ser iniciado na infância e continuar até a vida adulta do indivíduo. Nesta fase, o maior problema passa a ser o controle de peso e de comportamento do paciente, que pode apresentar períodos de irritabilidade e até surtos psicóticos.
Geralmente, a identificação da síndrome ocorre somente após a manifestação da obesidade. Para que possa ser oferecida uma melhor qualidade de vida aos portadores, sugere-se que o teste genético seja requisitado em recém-nascidos e lactentes com hipotonia e dificuldade de sucção e algumas das características referentes à aparência física (fenotípicas) do distúrbio. Dessa maneira, pode-se conseguir o diagnóstico precoce e evitar métodos de investigação clínica mais invasivos e de difícil interpretação, como a eletroneuromiografia e a biópsia muscular.
Além disso, muitos efeitos indesejáveis dos sintomas da doença podem ser amenizados com o diagnóstico correto, que proporciona a chance de intervenções terapêuticas e educacionais. O conhecimento da família sobre a síndrome permite a busca de um espaço inclusivo, seguro, assistido e estimulador para o paciente se desenvolver e de um acompanhamento de saúde e educação adequados.
Cintia Fridman é docente no Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho na FMUSP e colaboradora no Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP (LIM-27).
Contato: cintiafridman@yahoo.com.br
Fonte:http://www.neurociencias.org.br/pt/538/sindrome-de-prader-willi/
Atuação da equoterapia na espondilite anquilosante
A equoterapia é um método terapêutico de reabilitação motora e educacional que busca o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais(1,2), reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (Parecer 6/97).
A equoterapia tem sido utilizada com êxito em pacientes portadores de síndromes neurológicas(1), sendo citada na literatura para reabilitação de pacientes com instabilidade segmentar lombar(3) e pós-operatório de cirurgia de hérnia discal(4). O passo é a andadura rolada ou marchada, ritmada, a quatro tempos e simétrica em relação ao eixo longitudinal do cavalo, que transmite ao cavaleiro uma série de movimentos seqüenciados e simultâneos, tendo como resultante um movimento tridimensional em ciclos, análogo à marcha do homem(1).
Essa foi a razão que nos levou a investigar se a equoterapia poderia ser utilizada como terapêutica auxiliar na espondilite anquilosante. Para tanto, incluímos dois indivíduos portadores de espondilite anquilosante, não praticantes de atividade física regular e ou terapia reabilitacional. Os pacientes foram encaminhados por médico reumatologista, e além da terapêutica medicamentosa, foram incluídos em um programa de equoterapia, acompanhados por uma equipe multidisciplinar, composta por fisioterapeuta, psicóloga e instrutor de equitação. O animal foi conduzido somente ao passo, em seu ritmo natural, guiado pelo condutor sem interferência do paciente. A terapia realizou-se na freqüência de uma sessão semanal, com duração de 30 minutos, em pista oval de 400 metros de perímetro, por um período de nove meses.
Os resultados foram coletados por meio de fichas de avaliação padronizadas, no início do estudo (Avaliação 1), imediatamente após (Avaliação 2) e após quatro meses do término do estudo (Avaliação 3). Os dados objetivos compreenderam as medidas específicas, quais sejam: teste de Schober, distância entre a apófise de C7 à linha das cristas ilíacas, expansibilidade torácica, distância terceiro dedo-chão e distância occipto-parede(5). Paciente 1 — Paciente do sexo masculino, 24 anos, portador de espondilite anquilosante desde os 18 anos de idade. Na avaliação 1, referia dores de maior intensidade na região lombar baixa, com irradiação para os quadris e face posterior das coxas, até os joelhos, e dores de menor intensidade, na coluna cervical e nos ombros. Referia dificuldade em executar as atividades da vida diária que exigiam mobilidade na coluna vertebral, como vestir-se e despir-se, calçar meias, amarrar sapatos e escovar os dentes. Na avaliação 2, efetuada nove meses após a avaliação inicial e início do tratamento em equoterapia, referiu melhora na execução das atividades da vida diária e da sintomatologia dolorosa, permitindo a redução da dose diária de indometacina.
Quatro meses após a suspensão da equoterapia, o paciente notou que, quatro semanas após o término da terapia, suas dores e a rigidez na cintura escapular, coluna cervical e lombar aumentaram gradativamente, com diminuição da flexibilidade, flexão e rotação do tronco. Paciente 2 — Paciente do sexo masculino, 43 anos, portador de espondilite anquilosante desde os 37 anos de idade. Na avaliação 1, referia dores de maior intensidade na região cervical, e dores de menor intensidade na coluna lombar. Na pesquisa das atividades funcionais referia dificuldade em calçar meias, em calçar e amarrar sapatos e para higiene após as evacuações. Na avaliação 2, realizada cinco meses após o início do tratamento em equoterapia, referiu melhora na avaliação das atividades funcionais, permitindo a redução da dose de metotrexato de 7,5mg para 5mg por semana. Quatro meses após a suspensão da terapia, o paciente mantinha-se em uso de 5mg semanais de metotrexato, referindo dor na região tóraco-lombar, à rotação de tronco e piora da rigidez cervical, com aumento da dificuldade em calçar meias e sapatos. Existem poucos trabalhos científicos na literatura mundial sobre os recursos terapêuticos da equoterapia. Na presente amostra, embora os pacientes relatados fossem de faixas etárias distintas e de diferentes estágios evolutivos da doença, com a prática da equoterapia ambos os pacientes apresentaram melhora das queixas subjetivas, das atividades da vida diária e dos parâmetros objetivos avaliados. Não foram observadas alterações que causassem a piora do quadro clínico dos pacientes ou que lhe provocassem efeitos maléficos, durante a prática da equoterapia.
Deste modo, a equoterapia mostrou-se como mais um recurso disponível na terapêutica da espondilite anquilosante, com resultados satisfatórios. Apesar da pequena amostragem de pacientes, nossos dados preliminares sugerem, de maneira inédita, que esta modalidade terapêutica pode auxiliar no tratamento da espondilite anquilosante.
Agradecimentos: a Professora Regiane Albertini de Carvalho e a Marcelo Eduardo Osses. Milena Nóvoa Assumpção Dias Fisioterapeuta, especialista em equoterapia Carlos Eduardo Araújo Fortes Fisioterapeuta, especialista em equoterapia e ortopedia Renato Pereira Dias Médico reumatologista, especialista em equoterapia
REFERÊNCIAS 1. Medeiros M, Dias E: Equoterapia; Bases e fundamentos, Rio de Janeiro, Revinter, 2002. 2. Ande-Brasil. Disponível em: http://www.equoterapia.org.br/equoterapia.html. 3. Rothhaupt D, Ziegler H, Laser T: Orthopedic hippotherapy — new methods in treatment of segmental instabilities of the lumbar spine. Wien Med Wochenschr 147: 504-8, 1997. 4. Rothhaupt D, Laser T, Ziegler H, Liebig K: Orthopedic hippotherapy in postoperative rehabilitation of lumbar intervertebral disk patients. A prospective, randomized therapy study. Sportverletz Sportschaden 11: 63-9, 1997. 5. Pile KD, Laurent MR, Salmond CE et al: Clinical assesment of ankylosing spondylitis: a study of observer variation in spinal measurements. Br J Rheumatol 30: 29, 1991. Rev. Bras. Reumatol. v.45 n.2 São Paulo mar./abr. 2005
Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042005000200012&lng=pt&nrm=iso
A equoterapia tem sido utilizada com êxito em pacientes portadores de síndromes neurológicas(1), sendo citada na literatura para reabilitação de pacientes com instabilidade segmentar lombar(3) e pós-operatório de cirurgia de hérnia discal(4). O passo é a andadura rolada ou marchada, ritmada, a quatro tempos e simétrica em relação ao eixo longitudinal do cavalo, que transmite ao cavaleiro uma série de movimentos seqüenciados e simultâneos, tendo como resultante um movimento tridimensional em ciclos, análogo à marcha do homem(1).
Essa foi a razão que nos levou a investigar se a equoterapia poderia ser utilizada como terapêutica auxiliar na espondilite anquilosante. Para tanto, incluímos dois indivíduos portadores de espondilite anquilosante, não praticantes de atividade física regular e ou terapia reabilitacional. Os pacientes foram encaminhados por médico reumatologista, e além da terapêutica medicamentosa, foram incluídos em um programa de equoterapia, acompanhados por uma equipe multidisciplinar, composta por fisioterapeuta, psicóloga e instrutor de equitação. O animal foi conduzido somente ao passo, em seu ritmo natural, guiado pelo condutor sem interferência do paciente. A terapia realizou-se na freqüência de uma sessão semanal, com duração de 30 minutos, em pista oval de 400 metros de perímetro, por um período de nove meses.
Os resultados foram coletados por meio de fichas de avaliação padronizadas, no início do estudo (Avaliação 1), imediatamente após (Avaliação 2) e após quatro meses do término do estudo (Avaliação 3). Os dados objetivos compreenderam as medidas específicas, quais sejam: teste de Schober, distância entre a apófise de C7 à linha das cristas ilíacas, expansibilidade torácica, distância terceiro dedo-chão e distância occipto-parede(5). Paciente 1 — Paciente do sexo masculino, 24 anos, portador de espondilite anquilosante desde os 18 anos de idade. Na avaliação 1, referia dores de maior intensidade na região lombar baixa, com irradiação para os quadris e face posterior das coxas, até os joelhos, e dores de menor intensidade, na coluna cervical e nos ombros. Referia dificuldade em executar as atividades da vida diária que exigiam mobilidade na coluna vertebral, como vestir-se e despir-se, calçar meias, amarrar sapatos e escovar os dentes. Na avaliação 2, efetuada nove meses após a avaliação inicial e início do tratamento em equoterapia, referiu melhora na execução das atividades da vida diária e da sintomatologia dolorosa, permitindo a redução da dose diária de indometacina.
Quatro meses após a suspensão da equoterapia, o paciente notou que, quatro semanas após o término da terapia, suas dores e a rigidez na cintura escapular, coluna cervical e lombar aumentaram gradativamente, com diminuição da flexibilidade, flexão e rotação do tronco. Paciente 2 — Paciente do sexo masculino, 43 anos, portador de espondilite anquilosante desde os 37 anos de idade. Na avaliação 1, referia dores de maior intensidade na região cervical, e dores de menor intensidade na coluna lombar. Na pesquisa das atividades funcionais referia dificuldade em calçar meias, em calçar e amarrar sapatos e para higiene após as evacuações. Na avaliação 2, realizada cinco meses após o início do tratamento em equoterapia, referiu melhora na avaliação das atividades funcionais, permitindo a redução da dose de metotrexato de 7,5mg para 5mg por semana. Quatro meses após a suspensão da terapia, o paciente mantinha-se em uso de 5mg semanais de metotrexato, referindo dor na região tóraco-lombar, à rotação de tronco e piora da rigidez cervical, com aumento da dificuldade em calçar meias e sapatos. Existem poucos trabalhos científicos na literatura mundial sobre os recursos terapêuticos da equoterapia. Na presente amostra, embora os pacientes relatados fossem de faixas etárias distintas e de diferentes estágios evolutivos da doença, com a prática da equoterapia ambos os pacientes apresentaram melhora das queixas subjetivas, das atividades da vida diária e dos parâmetros objetivos avaliados. Não foram observadas alterações que causassem a piora do quadro clínico dos pacientes ou que lhe provocassem efeitos maléficos, durante a prática da equoterapia.
Deste modo, a equoterapia mostrou-se como mais um recurso disponível na terapêutica da espondilite anquilosante, com resultados satisfatórios. Apesar da pequena amostragem de pacientes, nossos dados preliminares sugerem, de maneira inédita, que esta modalidade terapêutica pode auxiliar no tratamento da espondilite anquilosante.
Agradecimentos: a Professora Regiane Albertini de Carvalho e a Marcelo Eduardo Osses. Milena Nóvoa Assumpção Dias Fisioterapeuta, especialista em equoterapia Carlos Eduardo Araújo Fortes Fisioterapeuta, especialista em equoterapia e ortopedia Renato Pereira Dias Médico reumatologista, especialista em equoterapia
REFERÊNCIAS 1. Medeiros M, Dias E: Equoterapia; Bases e fundamentos, Rio de Janeiro, Revinter, 2002. 2. Ande-Brasil. Disponível em: http://www.equoterapia.org.br/equoterapia.html. 3. Rothhaupt D, Ziegler H, Laser T: Orthopedic hippotherapy — new methods in treatment of segmental instabilities of the lumbar spine. Wien Med Wochenschr 147: 504-8, 1997. 4. Rothhaupt D, Laser T, Ziegler H, Liebig K: Orthopedic hippotherapy in postoperative rehabilitation of lumbar intervertebral disk patients. A prospective, randomized therapy study. Sportverletz Sportschaden 11: 63-9, 1997. 5. Pile KD, Laurent MR, Salmond CE et al: Clinical assesment of ankylosing spondylitis: a study of observer variation in spinal measurements. Br J Rheumatol 30: 29, 1991. Rev. Bras. Reumatol. v.45 n.2 São Paulo mar./abr. 2005
Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042005000200012&lng=pt&nrm=iso
Doença de Parkinson
A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico, progressivo e crônico, que afeta os movimentos causando tremores, lentidão, rigidez muscular e dificuldades na fala e na escrita. Foi definida pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson. Naquela ocasião, ele descreveu seis casos de pacientes com “paralisia agitante” que não apresentavam “nenhum prejuízo dos sentidos e do intelecto”.
Sintomas
A causa do transtorno é desconhecida, mas sabe-se que está relacionada à morte de células nervosas (neurônios) produtoras da dopamina, que se localizam numa região conhecida como substância negra do cérebro. A dopamina é um neurotransmissor, ou seja, uma substância produzida pelo organismo que auxilia na transmissão dos impulsos nervosos de um neurônio para outro. Por isso, sua diminuição causa dificuldades motoras. O quadro clínico da doença de Parkinson é caracterizado pela progressão lenta de alterações neurológicas, como tremores, rigidez, instabilidade postural e lentidão anormal dos movimentos (bradicinesia).
O tremor típico afeta os dedos ou as mãos, mas também pode atingir o queixo, a cabeça e os pés. Ocorre quando nenhum movimento está sendo executado – tremor de repouso – e pode variar durante o dia. Torna-se mais intenso quando o paciente está nervoso e pode desaparecer quando ele estiver completamente descontraído, chegando a desaparecer durante o sono. Os tremores podem afetar um ou os dois lados do corpo, com intensidades diferentes ou não.
A rigidez muscular afeta o modo de andar do indivíduo, que caminha arrastando os pés, com o corpo inclinado para a frente. A lentidão de movimentos é mais acentuada e evolui mais rapidamente que no envelhecimento natural. No início da doença, esse sintoma é pouco perceptível, mas aos poucos o portador apresenta uma demora maior na realização de tarefas cotidianas. Um dos sinais precoces da perda de movimentos é a diminuição da freqüência das piscadas de olhos.
O paciente também costuma apresentar raciocínio mais lento. Há um comprometimento da atenção, da concentração e da memória e uma perda de habilidades visuo-espaciais e de abstração, culminando com isolamento social, desinteresse generalizado e apatia.
A progressão da enfermidade varia muito entre os portadores, mas costuma ser vagarosa, regular e sem alterações bruscas. Em alguns casos, é tão lenta que a doença parece estabilizada.
Prevalência
Estima-se que o distúrbio afete 1% da população mundial com mais de 65 anos. O declínio das funções intelectuais é uma complicação freqüente dos estágios mais avançados. A prevalência de demência entre esses indivíduos varia de aproximadamente 15% a 20%, cerca de três vezes mais que na média população de mesma idade.
Não há evidências de que a doença de Parkinson seja hereditária. A maioria dos pacientes começa a apresentar sintomas a partir dos 50 anos. Apenas em casos mais raros, a enfermidade manifesta-se mais cedo. Estudos retrospectivos demonstram que a idade, e não a duração da doença, é o principal fator de risco para o surgimento da demência. Em portadores com menos de 65 anos, essa complicação é pouco comum, ao contrário do que ocorre com indivíduos acima dessa faixa etária que convivem com o distúrbio há bastante tempo.
Tratamento
O diagnóstico é feito por exclusão. O paciente é submetido a uma série de exames, para que se verifique a possibilidade de outras enfermidades estarem causando os sintomas parkinsonianos. Além disso, os médicos avaliam o histórico clínico do indivíduo e fazem uma avaliação neurológica.
A enfermidade não tem cura, mas pode ser atenuada. O tratamento consiste no controle dos sintomas e da evolução da doença, por meio de medicamentos e terapias. Entre as mais comuns estão a ocupacional, a fisioterapia e a fonoaudiologia. Em alguns casos, indicam-se as cirurgias.
A levodopa, ou l-dopa, é o principal medicamento usado no controle dos sintomas. No cérebro, ela se transforma em dopamina e supre a falta do neurotransmissor que está em escassez. No entanto, seu uso prolongado causa sérios efeitos colaterais, como os movimentos involuntários anormais. Outras drogas usadas para tratar a doença são os estimulantes dopaminérgicos, anticolinérgicos e inibidores da monoamino-oxidase-B e da catecol-o-metil-transferase, duas enzimas que digerem a dopamina.
Terapias complementares
A reeducação postural e a manutenção da atividade física por meio da fisioterapia é um complemento indispensável ao tratamento da doença de Parkinson. Os exercícios preservam a atividade muscular e flexibilidade. Na ausência de exercícios físicos, os músculos inativos tendem a se atrofiar e se contrair, aumentando a rigidez típica do parkinsoniano. A terapia ocupacional, por sua vez, ajuda o paciente a lidar com as tarefas cotidianas e a manter a atividade profissional. Já a fonoaudiologia é indicada para aqueles que têm falta de coordenação e redução do movimento dos músculos que controlam os órgãos da fala. A reabilitação da comunicação ajuda a manter uma fala compreensível e bem modulada.
As cirurgias consistem em intervenções em determinadas regiões do cérebro que controlam os mecanismos de rigidez e tremor: o núcleo pálido interno (palidotomia) e o tálamo ventro-lateral (talamotomia). Outra técnica, ainda pouco comum, é a implantação de um marcapasso cerebral, que controla os tremores. Essas intervenções, no entanto, não representam a cura da doença.
Cássio Bottino é médico-assistente, doutor em Medicina pela FMUSP e coordenador do Projeto Terceira Idade (Proter) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP
Contato: cbottino@usp.br
Para saber mais:
http://www.parkison.org.br
FONTE:http://www.neurociencias.org.br/pt/562/doenca-de-parkinson/
Sintomas
A causa do transtorno é desconhecida, mas sabe-se que está relacionada à morte de células nervosas (neurônios) produtoras da dopamina, que se localizam numa região conhecida como substância negra do cérebro. A dopamina é um neurotransmissor, ou seja, uma substância produzida pelo organismo que auxilia na transmissão dos impulsos nervosos de um neurônio para outro. Por isso, sua diminuição causa dificuldades motoras. O quadro clínico da doença de Parkinson é caracterizado pela progressão lenta de alterações neurológicas, como tremores, rigidez, instabilidade postural e lentidão anormal dos movimentos (bradicinesia).
O tremor típico afeta os dedos ou as mãos, mas também pode atingir o queixo, a cabeça e os pés. Ocorre quando nenhum movimento está sendo executado – tremor de repouso – e pode variar durante o dia. Torna-se mais intenso quando o paciente está nervoso e pode desaparecer quando ele estiver completamente descontraído, chegando a desaparecer durante o sono. Os tremores podem afetar um ou os dois lados do corpo, com intensidades diferentes ou não.
A rigidez muscular afeta o modo de andar do indivíduo, que caminha arrastando os pés, com o corpo inclinado para a frente. A lentidão de movimentos é mais acentuada e evolui mais rapidamente que no envelhecimento natural. No início da doença, esse sintoma é pouco perceptível, mas aos poucos o portador apresenta uma demora maior na realização de tarefas cotidianas. Um dos sinais precoces da perda de movimentos é a diminuição da freqüência das piscadas de olhos.
O paciente também costuma apresentar raciocínio mais lento. Há um comprometimento da atenção, da concentração e da memória e uma perda de habilidades visuo-espaciais e de abstração, culminando com isolamento social, desinteresse generalizado e apatia.
A progressão da enfermidade varia muito entre os portadores, mas costuma ser vagarosa, regular e sem alterações bruscas. Em alguns casos, é tão lenta que a doença parece estabilizada.
Prevalência
Estima-se que o distúrbio afete 1% da população mundial com mais de 65 anos. O declínio das funções intelectuais é uma complicação freqüente dos estágios mais avançados. A prevalência de demência entre esses indivíduos varia de aproximadamente 15% a 20%, cerca de três vezes mais que na média população de mesma idade.
Não há evidências de que a doença de Parkinson seja hereditária. A maioria dos pacientes começa a apresentar sintomas a partir dos 50 anos. Apenas em casos mais raros, a enfermidade manifesta-se mais cedo. Estudos retrospectivos demonstram que a idade, e não a duração da doença, é o principal fator de risco para o surgimento da demência. Em portadores com menos de 65 anos, essa complicação é pouco comum, ao contrário do que ocorre com indivíduos acima dessa faixa etária que convivem com o distúrbio há bastante tempo.
Tratamento
O diagnóstico é feito por exclusão. O paciente é submetido a uma série de exames, para que se verifique a possibilidade de outras enfermidades estarem causando os sintomas parkinsonianos. Além disso, os médicos avaliam o histórico clínico do indivíduo e fazem uma avaliação neurológica.
A enfermidade não tem cura, mas pode ser atenuada. O tratamento consiste no controle dos sintomas e da evolução da doença, por meio de medicamentos e terapias. Entre as mais comuns estão a ocupacional, a fisioterapia e a fonoaudiologia. Em alguns casos, indicam-se as cirurgias.
A levodopa, ou l-dopa, é o principal medicamento usado no controle dos sintomas. No cérebro, ela se transforma em dopamina e supre a falta do neurotransmissor que está em escassez. No entanto, seu uso prolongado causa sérios efeitos colaterais, como os movimentos involuntários anormais. Outras drogas usadas para tratar a doença são os estimulantes dopaminérgicos, anticolinérgicos e inibidores da monoamino-oxidase-B e da catecol-o-metil-transferase, duas enzimas que digerem a dopamina.
Terapias complementares
A reeducação postural e a manutenção da atividade física por meio da fisioterapia é um complemento indispensável ao tratamento da doença de Parkinson. Os exercícios preservam a atividade muscular e flexibilidade. Na ausência de exercícios físicos, os músculos inativos tendem a se atrofiar e se contrair, aumentando a rigidez típica do parkinsoniano. A terapia ocupacional, por sua vez, ajuda o paciente a lidar com as tarefas cotidianas e a manter a atividade profissional. Já a fonoaudiologia é indicada para aqueles que têm falta de coordenação e redução do movimento dos músculos que controlam os órgãos da fala. A reabilitação da comunicação ajuda a manter uma fala compreensível e bem modulada.
As cirurgias consistem em intervenções em determinadas regiões do cérebro que controlam os mecanismos de rigidez e tremor: o núcleo pálido interno (palidotomia) e o tálamo ventro-lateral (talamotomia). Outra técnica, ainda pouco comum, é a implantação de um marcapasso cerebral, que controla os tremores. Essas intervenções, no entanto, não representam a cura da doença.
Cássio Bottino é médico-assistente, doutor em Medicina pela FMUSP e coordenador do Projeto Terceira Idade (Proter) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP
Contato: cbottino@usp.br
Para saber mais:
http://www.parkison.org.br
FONTE:http://www.neurociencias.org.br/pt/562/doenca-de-parkinson/
Pomada à base de pimenta alivia dores crônicas Tratamento dos sintomas dolorosos da Neuropatia Diabética
Milhões de pessoas sofrem de neuropatia periférica, uma síndrome de perda sensorial, que causa atrofia e fraqueza muscular, além de dores, formigamentos, perda de destreza e que costuma ser causada por diversas doenças como a diabetes, AIDS e artrite. Alguns pacientes de câncer também sofrem desse tipo de síndrome por conta das terapias às quais são submetidos.
Para os indivíduos acometidos da neuropatia periférica, um novo estudo sugere que pode haver esperança na diminuição dos sintomas: quatro entre dez pacientes demostraram um grande alívio das dores ao utilizar uma pomada a base de capsaicina, um princípio ativo presente na pimenta.
Os pesquisadores da Universidade de Oxford, Sheena Derry e Andrew Moore, lideraram um estudo de revisão de artigos, que juntos envolviam aproximadamente 1.600 pacientes adultos. Os resultados demostraram que o tratamento com a pomada de capsaicina pode servir como uma terapia complementar aos tratamentos medicamentosos tradicionais ou ajudar pacientes que não toleram os remédios disponíveis no mercado.
Entretanto o estudo lembra que a pomada pode ter efeitos colaterais, envolvendo irritação da pele, mas mostrou também que nenhum paciente chegou a desistir do tratamento com o produto.
Apesar dessa terapia se demonstrar menos efetivo em mais da metade dos pacientes, para os indivíduos que sofrem diariamente com as dores, qualquer pequena diminuição nos sintomas pode ser um grande alívio, e a pomada é uma opção a ser considerada, sugere a pesquisa.
Fonte: Center for Advancing Health
http://www.pharmecum.com.br/
Para os indivíduos acometidos da neuropatia periférica, um novo estudo sugere que pode haver esperança na diminuição dos sintomas: quatro entre dez pacientes demostraram um grande alívio das dores ao utilizar uma pomada a base de capsaicina, um princípio ativo presente na pimenta.
Os pesquisadores da Universidade de Oxford, Sheena Derry e Andrew Moore, lideraram um estudo de revisão de artigos, que juntos envolviam aproximadamente 1.600 pacientes adultos. Os resultados demostraram que o tratamento com a pomada de capsaicina pode servir como uma terapia complementar aos tratamentos medicamentosos tradicionais ou ajudar pacientes que não toleram os remédios disponíveis no mercado.
Entretanto o estudo lembra que a pomada pode ter efeitos colaterais, envolvendo irritação da pele, mas mostrou também que nenhum paciente chegou a desistir do tratamento com o produto.
Apesar dessa terapia se demonstrar menos efetivo em mais da metade dos pacientes, para os indivíduos que sofrem diariamente com as dores, qualquer pequena diminuição nos sintomas pode ser um grande alívio, e a pomada é uma opção a ser considerada, sugere a pesquisa.
Fonte: Center for Advancing Health
http://www.pharmecum.com.br/
O que fazer para poupar o envelhecimento cerebral?
Você quer manter seu cérebro funcionando direitinho mesmo com o passar dos anos? Pois é, não só você, mas a maioria das pessoas tem a mesmo desejo. Um novo estudo confirma que essa inquietação tem motivos: 53% das pessoas têm um leve declínio nas funções mentais aos 70 ou 80 anos, e aproximadamente 16% têm problemas mais sérios com a memória e outras funções cerebrais com o envelhecimento.
A boa noticia é que você não precisa fazer parte das estatísticas. Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que uma em cada três pessoas que participaram da pesquisa não teve nenhum problema de memória quando passaram dos 70 anos. O estudo acompanhou 2509 homens e mulheres durante mais de oito anos. Todos os participantes tinham ao menos 70 anos no início dos estudos.
Analisando mais de perto esse grupo de pessoas, os pesquisadores perceberam que há muito que se pode fazer para melhorar a memória. De acordo com a pesquisa, o segredo é exercitar-se - e manter atividades mentais e uma vida social agitada também ajudam. Confira algumas das maneiras de manter seu cérebro jovem por mais tempo:
1 - Continue estudando: pessoas que se formaram no ensino médio tiveram de duas a três vezes mais chance de ficar no grupo dos que mantiveram as funções mentais intactas. As que tinham nível básico escolar tinham de quatro a cinco vezes mais chance de integrar o grupo.
2 - Pare de fumar: não-fumantes figuraram mais no grupo de pessoas sem nenhum declínio mental.
3 - Faça exercícios: pessoas que mantêm atividades físicas pelo menos uma vez por semana tiveram maiores chances de manter a memória.
4 - Se mantenha socialmente ativo: as pessoas que viviam com alguém ou faziam trabalhos voluntários tinham uma chance maior de ficar no grupo dos que mantiveram a memória intacta.
É claro que, além disso, existem outros fatores incontroláveis. O estudo mostrou que negros tiveram maior perda das funções cognitivas com a idade, assim como pessoas com hipertensão, diabetes ou um gene chamado apolipoproteína E, carregado por aproximadamente 25% da população mundial.
Porém, mesmo que você não tenha terminado os estudos ou algum outro fator que você não possa mudar, você ainda pode desafiar seu cérebro, de acordo com Alexandra Fiocco, que participou da pesquisa. Ela afirma que o jeito mais fácil de fazer isso é participando de atividades sociais, como trabalhos voluntários: "O isolamento é muito perigoso", diz Fiocco.
Michelle Carlson, diretora do Centro de Envelhecimento e Saúde de Baltimore (EUA), concorda com as descobertas quanto à atividade social e física. Seu grupo de estudos está realizando uma pesquisa em que homens e mulheres mais velhos fazem trabalhos voluntários ensinando técnicas de leitura para crianças e adolescentes. Fazendo imagens cerebrais dos voluntários, Carlson e sua equipe demonstraram que as pessoas tiveram grandes melhoras em seus cérebros, assim como aconteceu como um grupo que fez exercícios físicos - e nem precisa ser muito.
Os benefícios dos exercícios físicos foram vistos em pessoas que andaram um total de 90 minutos por semana (menos de 20 minutos por dia).
Kirk Erickson, da Universidade de Pittsburgh (EUA), afirma que nunca é tarde demais para começar a se exercitar. "Mesmo quem passou a vida inteira sendo sedentário pode se beneficiar dos exercícios", diz. Erickson afirma que caminhar três vezes por semana por meia hora é suficiente para aumentar as funções cognitivas do cérebro e reverter os efeitos do tempo.
Outra coisa importante para manter seu cérebro saudável é ser intelectualmente curioso, de acordo com o pesquisador, que deixa a dica: "Não tenha medo de aprender novas coisas, vá atrás do que você acha interessante e tente procurar novos caminho s para sua mente trabalhar".
Fonte: HypeScience.com
http://www.pharmecum.com.br/
A boa noticia é que você não precisa fazer parte das estatísticas. Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que uma em cada três pessoas que participaram da pesquisa não teve nenhum problema de memória quando passaram dos 70 anos. O estudo acompanhou 2509 homens e mulheres durante mais de oito anos. Todos os participantes tinham ao menos 70 anos no início dos estudos.
Analisando mais de perto esse grupo de pessoas, os pesquisadores perceberam que há muito que se pode fazer para melhorar a memória. De acordo com a pesquisa, o segredo é exercitar-se - e manter atividades mentais e uma vida social agitada também ajudam. Confira algumas das maneiras de manter seu cérebro jovem por mais tempo:
1 - Continue estudando: pessoas que se formaram no ensino médio tiveram de duas a três vezes mais chance de ficar no grupo dos que mantiveram as funções mentais intactas. As que tinham nível básico escolar tinham de quatro a cinco vezes mais chance de integrar o grupo.
2 - Pare de fumar: não-fumantes figuraram mais no grupo de pessoas sem nenhum declínio mental.
3 - Faça exercícios: pessoas que mantêm atividades físicas pelo menos uma vez por semana tiveram maiores chances de manter a memória.
4 - Se mantenha socialmente ativo: as pessoas que viviam com alguém ou faziam trabalhos voluntários tinham uma chance maior de ficar no grupo dos que mantiveram a memória intacta.
É claro que, além disso, existem outros fatores incontroláveis. O estudo mostrou que negros tiveram maior perda das funções cognitivas com a idade, assim como pessoas com hipertensão, diabetes ou um gene chamado apolipoproteína E, carregado por aproximadamente 25% da população mundial.
Porém, mesmo que você não tenha terminado os estudos ou algum outro fator que você não possa mudar, você ainda pode desafiar seu cérebro, de acordo com Alexandra Fiocco, que participou da pesquisa. Ela afirma que o jeito mais fácil de fazer isso é participando de atividades sociais, como trabalhos voluntários: "O isolamento é muito perigoso", diz Fiocco.
Michelle Carlson, diretora do Centro de Envelhecimento e Saúde de Baltimore (EUA), concorda com as descobertas quanto à atividade social e física. Seu grupo de estudos está realizando uma pesquisa em que homens e mulheres mais velhos fazem trabalhos voluntários ensinando técnicas de leitura para crianças e adolescentes. Fazendo imagens cerebrais dos voluntários, Carlson e sua equipe demonstraram que as pessoas tiveram grandes melhoras em seus cérebros, assim como aconteceu como um grupo que fez exercícios físicos - e nem precisa ser muito.
Os benefícios dos exercícios físicos foram vistos em pessoas que andaram um total de 90 minutos por semana (menos de 20 minutos por dia).
Kirk Erickson, da Universidade de Pittsburgh (EUA), afirma que nunca é tarde demais para começar a se exercitar. "Mesmo quem passou a vida inteira sendo sedentário pode se beneficiar dos exercícios", diz. Erickson afirma que caminhar três vezes por semana por meia hora é suficiente para aumentar as funções cognitivas do cérebro e reverter os efeitos do tempo.
Outra coisa importante para manter seu cérebro saudável é ser intelectualmente curioso, de acordo com o pesquisador, que deixa a dica: "Não tenha medo de aprender novas coisas, vá atrás do que você acha interessante e tente procurar novos caminho s para sua mente trabalhar".
Fonte: HypeScience.com
http://www.pharmecum.com.br/
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